sábado, 28 de maio de 2011

Os ratos na mira de Pereira Passos

Meus caros,
segue a dica de um curta-metragem bem legal sobre o Rio de Janeiro no início  do século XX. Tudo aquilo que discutimos nas aulas sobre a Reforma Pereira Passos, a presença incômoda dos cortiços na cidade e a Revolta da Vacina pode ser vista nesse filme. O protagonista é um jovem imigrante, um bom mote à reflexão.

Confiram!

Rattus Rattus

Sinopse: Rio de Janeiro, 1904. Um imigrante de 12 anos descobre uma maneira inusitada de ganhar dinheiro: caçando ratos. É que para combater a peste bubônica, o Diretor Geral de Saúde - Oswaldo Cruz, promove uma campanha de erradicação dos roedores pagando por cada animal capturado. Na época o Rio era a capital do Brasil, onde o prefeito Pereira Passos promovia um verdadeiro "bota-abaixo", transformando o centro da metrópole num imenso canteiro de obras. Nesse cenário devastado acompanhamos a perseguição de Heitor, o caçador que se percebe caça.
Um filme de Zé Brandão produzido no Copa Studio.


O sistema de feitorias: a África e a escravidão

O trafico atlântico utilizou-se como ferramenta de um eficiente sistema de feitorias na costa africana. Sua função principal era realizar o comércio com os chefes dos reinos e tribos locais, facilitando e dinamizando a venda de escravos. Graças ao sistema de feitorias que foi consolidado um intenso comércio de escravos para as Américas.


As constantes guerras entre os povos da África tornava instável o lugar ocupado atores envolvidos nesse comércio. Um povo responsável pela venda de escravos podia a qualquer momento torna-se a própria "mercadoria", quando derrotado por outra comunidade.


No vídeo abaixo, o diplomata Alberto da Costa e Silva fala sobre as diferenças entre escravidões africanas e brasileiras.




Dicas de leitura:

SILVA, Alberto da Costa e. A África e a escravidão de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.

MAESTRI, Mário. História da África negra pré-colonial. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1998.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A mostra CineDocumenta invade o CEFET-MG

Queridos
Na próxima quinta-feira (19/05), as 19hs, o Campus Timóteo do CEFET-MG abrigará uma das sessões da 8ª Mostra de Cinema Documentário de Ipatinga - o CineDocumenta, que acontece entre os dias 16 e 22 de maio de 2011. Inspirado no título de uma das obras mais famosas de João Ubaldo Ribeiro, o tema do CineDocumenta deste ano é "Viva o Povo Brasileiro", um convite à reflexão sobre a constante reinvenção de nossa identidade. Sem mascarar as mazelas de nossa sociedade - enfoque tradicional nas produções cinematográficas nacionais -, as obras selecionadas para esta edição colocarão no centro do debate a alegria de viver, o humor crítico e as maneiras alternativas de reconstruir o cotidiano.
Convido a todos a participarem conosco dessa reflexão.
Por favor, divulguem o evento para que ele continue a se realizar com sucesso.
Sessão do CineDocumenta no CEFET-MG
Data: 19/05
Horário: 19hs
Local: Auditório do Campus Timóteo (CEFET-MG)
Endereço: Av. Amazonas 1193 - Vale Verde - Timóteo - MG
Aberto ao público.
Entrada Gratuita.


O Brasil dos Bandeirantes
Direção: Ricardo Nunes Vargas
Duração: 15 min
Cidade: São Paulo
SINOPSE: Uma visão sobre as origens do Brasil através da cidade de São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo. A relação de seus habitantes com a origem dos bandeirantes, homens que trilharam o interior do país delimitando fronteiras.


Os Japoneses no Vale do Ribeira
Direção: Chico Guariba
Duração: 40 min

Cidade: São Paulo
SINOPSE: O documentário "Os Japoneses no Vale do Ribeira" mostra como os imigrantes e seus descendentes ajudaram a reconstruir uma região que parecia abandonada à própria sorte. Através dos depoimentos das pessoas que viveram essa trajetória, descobrimos as dificuldades e problemas que enfrentaram em uma terra que era muito diferente ao que estavam acostumados. Mas também compreendemos a intensa e apaixonada relação que se criou entre os japoneses e a terra que tanto lhes deu em troca. Uma homenagem e uma exaltação a uma história que é antiga, mas que a cada geração se fortalece e se transforma.


Mais informações: www.cinedocumenta.com.br

domingo, 1 de maio de 2011

Hamlet e a Idade das Trevas

Os personagens da tirinha do Hagar são vikings, povo que vivia na região da Escandinávia, no norte da Europa. Nos séculos VIII e IX, provavelmente pressionados pelo aumento populacional, os vikings invadiram, pilharam e ocuparam a costa norte da Europa.

BROWNIE, Dik. "O Melhor de Hagar, o Horrível 3". Porto Alegre: L&PM,
2007, p.58.
Na tirinha acima, o Hamlet (filho de Hagar) lamenta viver em uma época de guerras e insegurança e comete um anacronismo ao usar o termo "Idade das Trevas" por volta do ano 1000. Por que?