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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cinema na biblioteca


Notícia boa!



O Programa de Incentivo à Qualidade do Cinema Brasileiro (PAQ/ANCINE) contemplou diversas instituições educacionais com mais de 100 títulos de filmes, todos com autorização das produtoras à ANCINE permitindo sua exibição. O objetivo do PAQ é divulgar a produção audiovisual brasileira. 


Os DVDs já estão cadastrados na base Sophia (http://www.biblioteca.cefetmg.br/) e podem ser objeto de empréstimo, desde que seja respeitada a classificação etária indicativa do filme. Aproveito a oportunidade para divulgar que nossa instituição também conta com duas coleções: “Passeio pelo patrimônio”, produzido pelo Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO; e “Os dias que abalaram o mundo”, documentário produzido pela BBC.


A biblioteca está aberta de segunda a quinta-feira, de 7h às 21h. Na sexta-feira, de 7h às 17hs.


Toda sexta-feira indicarei um filme de nosso acervo através do grupo CineCefet (https://www.facebook.com/groups/296393670371627/).


Divulguem e aproveitem.

Boa sessão!










quarta-feira, 25 de julho de 2012

Deus salve a América? (Dica de cinema)




God Bless America

Direção: Bobcat Goldthwait. 
EUA, 2011.

Baixe aqui: http://filmeshunter.com/comedia/god-bless-america/


Trailer

Politicamente incorreto, mordaz, dotado de um humor negro irresistível. Alguns críticos acusaram este filme de fazer uma apologia à violência. Em tempos de massacres no cinema, voltamos a eterna pergunta: o que veio primeiro, o ovo ou a galinha? Será um filme capaz de estimular a violência ou nossa sociedade é que vive imersa na intolerância e na incapacidade do exercício da empatia?


O filme "Batman Ressurge" seria o responsável pelo massacre que aconteceu em uma sala de cinema norte-americana, na última semana? Marilyn Manson seria o responsável pelo massacre em uma escola em Columbine, em 1999, já que os executores eram seus fãs? 




Somos impelidos a estabelecer culpados, afastar nossa própria responsabilidade. Ligamos a TV e aceitamos o veredicto. Delegamos à mídia nossa capacidade de pensar. E assim mudando de canal, evitamos pensar.



"God Bless America" nos apresenta o pior da sociedade ocidental, dita "civilizada". Ridiculariza seu estandarte de liberdade. Liberdade essa, encoberta pela manipulação da mídia, pelo consumismo e por uma educação doutrinadora e segregatória. Em uma ação catártica, o filme massacra a mediocridade, a falta de educação e a sociedade do espetáculo.






Assisti, adorei e não sai da sessão distribuindo violência. 






Deixarei que o protagonista, o serial killer Frank, faça o convite à sessão:



Meu nome é Frank. Mas isso não é importante. O que importa é: quem são vocês? A América se tornou um lugar cruel e corrompido. Nós recompensamos o que há de mais superficial, mais estúpido e mais barulhento. Não temos mais senso de decência, de vergonha, de certo ou errado. As piores qualidades nas pessoas é o que nos chama atenção e atrai. Mentir e espalhar o medo é bom. Contanto que se ganhe dinheiro. Nos tornamos um país de traficantes de ódio e injustiça. Nós perdemos a nossa bondade. Nós perdemos a nossa alma. O que nos tornamos? Pegamos os mais fracos da nossa sociedade, ridicularizamos e rimos deles por puro entreterimento. Rimos deles até o ponto em que prefiram se matar do que continuar vivendo conosco. 






"Por que a civilização não está mais interessada em ser civilizada?"



Grupo CineCefet: https://www.facebook.com/groups/296393670371627/

sábado, 12 de maio de 2012

Cheirinho de livro novo na biblioteca!

Imagem retirada da graphic novel "Fun Home", de Alison Bechdel.
Queridos alunos


Todo ano, os professores são convidados por suas coordenações a confeccionarem uma lista com livros a serem adquiridos para nossa biblioteca. Nesse processo, alguns livros não chegam, pois estranhamente são caracterizados como esgotados, mesmo que não estejam. Após um ano da entrega do ultimo pedido, já tenho uma lista completa dos livros  solicitados pela área de História que estão disponíveis na biblioteca:


Obras de Referência:
VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008

VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Colonial: 1500 - 1808. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.

Demais livros adquiridos da lista de 2011:
BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. São Paulo: Zahar, 2000.

CATANI, Afrânio Mendes. O que é capitalismo. (Coleção Primeiros Passos). São Paulo: Brasiliense, 2011.

D'ALESSIO, Márcia & CAPELATO, Maria Helena. Nazismo: Política, cultura e Holocausto. (Discutindo a História). Rio de Janeiro: Editora Atual, 2004.

PRIORE, Mary Del; VENÂNCIO, Renato. Uma Breve História do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2010

FLORENZANO, Maria Beatriz B. Nascer, viver e morrer na Grécia Antiga. (Discutindo a História). Rio de Janeiro: Editora Atual, 1996.

FRAGOSO, João; FLORENTINO, Manolo. & FARIA, Sheila de Castro. A Economia colonial brasileira (Séculos XVI-XIX). (Discutindo a História do Brasil). Rio de Janeiro: Editora Atual, 2009.

FRANCO JR, Hilário. A Idade Média: Nascimento do Ocidente. São Paulo: Editora: Brasiliense, 2001.

KARNAL, Leandro. Estados Unidos: a formação da nação. Da colônia à independência, puritanos, índios e negros, a ruptura e o novo país. São Paulo: Contexto, 2001.

KOSHIBA, Luiz. O Índio e a conquista portuguesa. (Discutindo a História do Brasil). Rio de Janeiro: Editora Atual, 2004.

LINHARES, Maria Yedda. O Oriente Médio e o mundo árabe. (Coleção Tudo é História). São Paulo: Brasiliense, 1992.

LYRA, Maria de Lourdes Viana. O Império em construção: Primeiro Reinado e Regências. (Discutindo a História do Brasil). Rio de Janeiro: Editora Atual, 2001.

MATTOS, Ilmar Rohloff de. Independência ou Morte (Col. História Em Documentos). Rio de Janeiro: Editora Atual, 1991.

MASSARDIER, Gilles. Contos e Lendas da Europa Medieval. São Paulo: Cia das Letras, 2001.

MICELI, Paulo. As Revoluções Burguesas. (Discutindo a História). Rio de Janeiro: Editora Atual, 2005.

MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra (Coleção Tudo é História). São Paulo: Editora Brasiliense, 181.

REIS FILHO, Daniel Aarão. A Aventura socialista no século XX. (Discutindo a História). Rio de Janeiro: Editora Atual, 1999.

ROCHA, Helenice Aparecida Bastos; MAGALHÃES, Marcelo De Souza, GONTIJO, Rebeca. A Escrita da história escolar: memória e historiografia. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2009.

RODRIGUES, Luiz Cesar B. A Primeira Guerra Mundial. (Discutindo a História). Rio de Janeiro: Editora Atual, 2007.

SCHWARCZ, Lílian Moritz. As Barbas do Imperador. São Paulo, Companhia das Letras, 1999.
BORGES , Vavy Pacheco. O que é História? São Paulo: Brasiliense, 1993.

Construindo um acervo de HQ's no Campi Timóteo

Desde o ano passado estou incluindo na lista de livros a serem adquiridos pela biblioteca, alguns HQs. Infelizmente, dos seis que pedi só chegaram três. 

Estão a disposição de vocês os seguintes títulos:

                                Persépolis


Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.


Persépolis ganhou o prêmio de melhor HQ na Feira de Frankfurt em 2004. Particularmente, eu sou fã desde HQ, recomendo sua leitura.











 Persépolis foi adaptado para o cinema em 2007, com direção de Vicent Paronnaud.

                             


Referência:

SATRAPI, Marjane. Persépolis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.


Adeus, Chamigo Brasileiro



Num romance em quadrinho sobre a Guerra do Paraguai, André Toral relata a história de quatro personagens que participaram do conflito. Acompanhando suas vidas, o autor constrói um grande panorama sobre a época e o contexto da guerra que envolveu entre 1864 e 1870 os países que atualmente fazem parte do Mercosul. Toral mostra de que maneira a guerra interferiu diretamente na vida das pessoas - na carreira, nos negócios, nas relações familiares, nos casos de amor, nas convicções políticas e ideológicas. Seguindo o fio de um enredo fictício, ele acompanha o cotidiano dos exércitos no 'teatro de operações', mostrando o pequeno comércio que se forma no rastro do deslocamento das tropas, os preconceitos de lado a lado, as demonstrações de bravura e covardia etc.



Referência:
TORAL, André. Adeus, Chamigo Brasileiro. Uma História da Guerra do Paraguai. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

D. João Carioca


Há quem diga que D. João gostou tanto do Brasil que por aqui foi ficando. Mesmo depois que os franceses foram expulsos de Portugal, que aconteceu o Congresso de Viena, que a paz foi decretada e a guerra chegou ao fim, o príncipe português preferiu não voltar a ocupar o seu trono em Portugal. Na nova capital do Império, sediada no Rio de Janeiro, o príncipe regente reproduziu a estrutura portuguesa, criou instituições e escolas, fundou jornais e o Banco do Brasil. Além do mais, encontrou um lugar para morar - a Quinta da Boa Vista. Acomodou-se de tal maneira que virou um 'João carioca'. A presente obra busca narrar a aventura da casa real que atravessa o oceano e pela primeira vez governa um império a partir de sua colônia americana. O livro reconta essa história usando a linguagem dos quadrinhos, elaborada com base em pesquisa documental, historiográfica e iconográfica. A obra traz ainda uma bibliografia sobre o tema, uma cronologia que ajuda a entender os fatos do período e inclui uma galeria de esboços preliminares e estudos de personagens, cenários e vestimentas.


Referência:
SCHWARCZ, Lílian Moritz & SPACCA. D. João Carioca: A corte portuguesa no Brasil (1808-21). São Paulo, Companhia das Letras, 2007.


Acessem o site Sophia e busquem o número de chamada dos livros para encontrá-lo em nossa biblioteca. Não esqueçam se selecionar o campus Timóteo para encontrá-los em nosso acervo.


Na lista de 2012, inclui novamente os livros que não foram adquiridos na solicitação anterior, assim como novos títulos, incluindo HQ's. 
Frequentem a biblioteca e acompanhem a chegada dos novos livros durante todo o ano. Segue abaixo, algumas obras que foram pedidas, clique e conheça mais sobre elas:

      








      
       




    

Cruzando os dedinhos e iniciando a contagem regressiva ...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Amor Líquido: as frágeis relações construídas na internet.




Nev Schulmann
Neste sábado (09/03), retomaremos nossas sessões de cinema. O filme escolhido para a sessão de estreia é "Catfish" (2010). É difícil fazer uma sinopse deste documentário sem destruir seu encantamento, sendo assim só contarei o que levou dois jovens norte-americanos a produzi-lo.

O fotógrafo Nev Schulman, de 24 anos, conhece Abby Faccio, uma pintora de 9 anos de idade, via facebook. Ele desenvolve uma relação de amizade com a família da menina que se desenrola ao longo de nove meses de correspondências virtuais. Seus amigos resolvem fazer um documentário sobre essa relação virtual e assim começa a nascer  "Catfish". Durante essas conversas virtuais, Nev conhece Megan, a irmã mais velha de Abby e eles se apaixonam. Movido por essa paixão, o fotografo resolve viajar até o Mississípi para conhecer essa família tão talentosa e finalmente encontrar Megan. Bom, o resto só assistindo... 
Foto de Megan Faccio no Facebook.

Deixando de lado as discussões e os processos judiciais pondo em em xeque a veracidade do filme, eu gostei bastante. "Catfish" incita reflexões pertinentes sobre  nossa sociedade, lembrou-me um livro chamado "Amor Líquido", do sociólogo Zigmund Baumann. Nesta obra, assim como no filme, podemos refletir sobre a natureza das delicadas relações afetivas construídas por meio da internet e, muitas vezes, fora da rede. 


"A palavra “rede” sugere momentos nos quais 'se está em contato' intercalados por períodos de movimentação a esmo. Nela as conexões são estabelecidas e cortadas por escolha. (...) As conexões podem ser rompidas, e o são, muito antes que se comece a detestá-las. 
Elas são “relações virtuais”. Ao contrário dos relacionamentos antiquados (para não falar daqueles com 'compromisso' muito menos dos compromissos de longo prazo), elas parecem feitas sob medida para o líquido cenário da vida moderna, em que se espera e se deseja que as 'possibilidades românticas' (e não apenas românticas) surjam e desapareçam numa velocidade crescente e em volume cada vez maior, aniquilando-se mutuamente e tentando impor aos gritos a promessa de 'ser a mais satisfatória e a mais completa'. Diferentemente dos 'relacionamentos reais' é fácil entrar e sair dos 'relacionamentos virtuais'. Em comparação com a 'coisa autêntica', pesada, lenta e confusa, eles parecem inteligentes e limpos, fáceis de usar, compreender e manusear. Entrevistado a respeito da crescente popularidade do namoro pela Internet, em detrimento dos bares para solteiros e das seções especializadas dos jornais e revistas, um jovem de 28 anos da Universidade de Bath apontou uma vantagem decisiva da relação eletrônica: 'Sempre se pode apertar a tecla de deletar'. " 
BAUMANN. Amor Líquido. Sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004, p. 08.

Vale a pena assistir! E se resistir, não assista ao trailer, deixe "Catfish" conduzi-lo em uma "montanha russa emocional".


domingo, 30 de outubro de 2011

Em cartaz "Em busca do cálice sagrado"!



Desde a década de 70, o humor da trupe britânica Monty Phynton vem conquistando gerações. Não conhece? Então lá vai um pequeno aperitivo:



Bizarro e nonsense, mas sobretudo genial, "Em busca do cálice sagrado" é um clássico do gênero. E continua, mais de trinta anos depois, gerando acalorados debates e, por vezes, brigas entre casais, irmãos, amigos e colegas de trabalho. Afinal, cada um tem sua cena preferida, não é Giorgio Lacerda e Léo Gabriel? 

Portanto, com muito orgulho, nesta terça-feira (01/11), as 12hs, o CineCefet apresenta:


Monty Python
Em Busca do Cálice Sagrado




Inglaterra, 1975
Direção: Terry Gilliam
Duração: 95 min
Gênero: Comédia

Sinopse: A história se passa durante a Idade Média, na Inglaterra, onde o Rei Arthur parte numa jornada em busca de pessoal para formar o grupo conhecido como os Cavaleiros da Távola Redonda. Quando consegue formá-lo, recebe a missão divina de encontrarem o cálice sagrado, que está escondido em algum lugar do reino britânico. Considerado pela maioria o melhor filme do grupo de humor britânico e uma das melhores comédias de todos os tempos.
Classificação sugerida: 14 anos.

A épica luta entre o Rei Arthur e o Cavaleiro Negro.

Os cavaleiros que dizem "NI". Não me espantarei se na
quarta-feira todos vocês também começarem a falar "Ni".