VLADIMIR HERZOG (1937-1975)
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
O que você quer ser quando crescer?
| Ramon Bonella (QUIM3), garoto propaganda deste post. |
Na infância, respondemos essa pergunta com mais estusiasmo e alegria. Brincávamos com as profissões com a mesma facilidade que nos fantasiávamos de super-heróis ou princesas. Quando eu era criança, escolhia uma profissão para cada dia da semana: nas segundas-feiras, astronauta; nas terças, bailarina; nas quartas, pintora; nas quintas-feiras, professora; nas sextas, médica; sábados, cantora; e, no domingo, bem... no domingo, eu descansava. E assim, como todas as crianças, experimentava papéis e, brincando, pensava no futuro.
Com o passar dos anos, a brincadeira vira coisa séria. A pergunta "O que você quer ser quando crescer?" deixa de ser um trampolim para a diversão e torna-se uma questão torturante. Na infância, podíamos escolher uma carreira pela beleza, diversão e aventura. Na vida adulta, a felicidade profissional reside em ter dinheiro, de preferência aquele que venha rápido e com pouco esforço. Aceitação e prestígio tornam-se sinônimos de sucesso profissional.
Pais e mães determinam: "Faça Direito/Medicina!" Afinal, vai ser bonito dizer que tem um(a) filho(a) doutor(a). Aquele tio entrará no assunto com uma opinião reveladora: "Escolha a carreira pelo mercado de trabalho", e continuará, "Faça engenharia de petróleo, é o curso do momento". Família e amigos sempre dão pitaco no futuro alheio, o professor também não se silencia e, assim, mais opções surgem nesse horizonte já bastante nebuloso.
E a angustiante pergunta continua: "O que eu vou ser quando crescer?"
Bom, eu não sou um oráculo, não fornecerei nenhuma solução definitiva, ao contrário, colocarei mais caroço no angu alheio. O tempo da ingenuidade deve ter seu término e isso não é necessariamente uma coisa ruim. Aceitar uma carreira por imposição (dos pais, da mídia, dos amigos) não pode ser uma opção, pois o preço de um futuro frustante é muito alto. Faça um teste vocacional, pesquise na internet as universidades, seus cursos e políticas de assistência estudantil. Analise as opções e informe-se sobre elas, pode ser que escolha uma das profissões sugeridas por seus pais ou talvez encante-se por outra.
Selecionem critérios para a escolha do curso de graduação, podem incluir o prestígio e o dinheiro a eles, mas não esqueçam do prazer. Quantos profissionais desgostosos de suas carreiras vocês conhecem? E quantos que demonstram alegria no exercício de sua profissão? Acreditem, optem pela felicidade. Não há mal algum em querer ganhar dinheiro, mas lembrem-se que para ser um bom profissional em qualquer área será necessária muita dedicação. Quem ama o que estuda e faz esforça-se muito mais para ampliar seu conhecimento, desta forma acaba naturalmente se destacando. Portanto, escolham o prazer.
Visita à Universidade Federal de Viçosa
Ontem, os alunos do 3º ano dos cursos integrados do campi Timóteo passaram o dia no evento "Decisão para o Futuro - A graduação na UFV".
Entre palestras, stands e conversas com os graduandos da UFV, nossos alunos obtiveram mais informações sobre suas opções profissionais.
A oportunidade de visitar a UFV propiciou reencontros: com antigos alunos que hoje fazem os cursos daquela instituição; com o acordeonista Pedro Medina que está no Coluni; com colegas docentes; e, no caso do Dudu, com a sua própria história escrita durante anos dentro dos muros daquela universidade.
| Vivian sex-aluna do curso de Química do CEFET-MG, hoje, faz Medicina na UFV. |
| Vingança! Plaquinha da turma do Prof. Dudu: "Turma de canudos e becas. Adeus Perereca!" |
Alguns descartaram cursos que julgavam interessantes. Outros saíram ainda mais convictos do curso que desejam fazer. Outros tantos somaram mais alguns cursos a sua paleta de futuros possíveis.
Tenho certeza que a angústia de muitos permanece, mas informar-se é o primeiro passo para uma decisão consciente.
Mas e aí, o que vocês querem fazer agora que cresceram?
| Ajudando a Kécia (INF3) a pensar sobre o futuro. |
terça-feira, 15 de maio de 2012
Dom João no Brasil - A animação
Produzida para o Canal Futura, a série "Dom João no Brasil" é uma adaptação do HQ "Dom João Carioca - a Corte no Brasil", escrito pela historiadora Lilia Schwarcz e pelo desenhista Spacca. Dividiida em 12 episódios de curta-duração, a série usa recursos de animação para contar a saída da família de Portugal, narrar a viagem pelo Atlântico e retratar seu cotidiano no Rio. Os simpáticos personagens da cartunista Spacca freqüentam as festas e rituais da Corte, participam das missões artísticas e científicas, dos casamentos e coroações e também de episódios históricos como a Rebelião do Porto, em Portugal.
Assista a série:
Episódio 1 - Nos tempos de Bonaparte
Conheça a historiadora Lilia Schwarcz:
Conheça o desenhista Spacca:
domingo, 13 de maio de 2012
Será que já raiou a liberdade? Será?
Será...
Que já raiou a liberdade
Ou se foi tudo ilusão
Será...
Que a lei Áurea tão sonhada
A tanto tempo imaginada
Não foi o fim da escravidão
Hoje dentro da realidade
Onde está a liberdade
Onde está que ninguém viu
Que já raiou a liberdade
Ou se foi tudo ilusão
Será...
Que a lei Áurea tão sonhada
A tanto tempo imaginada
Não foi o fim da escravidão
Hoje dentro da realidade
Onde está a liberdade
Onde está que ninguém viu
Moço...
Não se esqueça que o negro também construiu
As riquezas do nosso Brasil
Não se esqueça que o negro também construiu
As riquezas do nosso Brasil
Pergunte ao criador
Quem pintou esta aquarela
Livre do açoite da senzala
Preso na miséria da favela
Quem pintou esta aquarela
Livre do açoite da senzala
Preso na miséria da favela
Sonhei....
Que Zumbi dos Palmares voltou
A tristeza do negro acabou
Foi uma nova redenção
Que Zumbi dos Palmares voltou
A tristeza do negro acabou
Foi uma nova redenção
Senhor..
Eis a luta do bem contra o mal
Que tanto sangue derramou
Contra o preconceito racial
Eis a luta do bem contra o mal
Que tanto sangue derramou
Contra o preconceito racial
O negro samba
Negro joga capoeira
Ele é o rei na verde e rosa da Mangueira
Negro joga capoeira
Ele é o rei na verde e rosa da Mangueira
(Hélio Turco, Jurandir e Alvinho. Cem anos de liberdade, realidade e ilusão)
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